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sexta-feira, 18 de março de 2011

Sobre as metodologias de ensino


As metodologias de ensino são fundamentais para nortear uma escola. Saber qual é proposta pedagógica, como a escola trabalha as atividades e se os professores estão capacitados para determinada metodologia é crucial na hora de escolher uma escola para o seu filho. Infelizmente isso não é muito questionado pelos pais e a própria escola muitas vezes não esclarece as dúvidas porque a sua metodologia de ensino é somente a porta de entrada para os alunos e não a prática na rotina dos alunos.
Alguns vídeos bem simples, porém esclarecedores podem facilitar os pais na hora da decisão. Atitudes simples fazem toda a diferença.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sobre a ideia

Tenho penado muito e acredito que venho amadurecendo um pouco quando tiro algumas ideias da gaveta e cismo querer colocá-las na prática. Graças a pessoas especiais e principalmente, experientes, vejo agora um arsenal de possibilidades com uma simples ideia que pipoca dia a dia na minha cabeça. Às vezes a ideia parece até ser coerente, com discurso relevante e tudo, mas pensando na prática mesmo ela não se aplica, ou até se aplica um pouquinho. E como diz a Mônica, minha parceira de trabalho: E tudo bem, o que está escrito como ideal na maioria das vezes não dá pra fazer e o que dá pra fazer a gente faz bem. Confesso ser uma idealista de mão cheia e talvez consequentemente uma crítica extremista sobre propostas pedagógicas milagrosas, metodologias universais, artigos educativos com suas panacéias ultrapassadas. Dou sempre um pitaco e questiono as inverdades das inúmeras ideias propostas. Como mudo de opinião assim como mudo de humor, fico na variação entre compreender os idealistas e criticá-los e assim vou seguindo. Tem umas duas semanas que resolvi somente compreender e senti que as coisas ficaram mais fáceis pra mim. Estabeleci minhas metas, organizei meus projetos, e se tudo der certo poderei ser crítica de mim mesma.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Relação

 
“Estar disponível, corporalmente disponível” é muito fácil de dizer, de imaginar intelectualmente, mas não podemos imaginar intelectualmente, mas não podemos imaginar, enquanto não tentamos, até que ponto é possível fazê-lo. Por mais que “queira”, seu corpo resiste; você o sente rígido, desajeitado, imóvel em suas atitudes culturais de defesa; você se olha do exterior, você se acha pouco natural, você se julga, não pode se impedir de planejar suas atitudes, seus gestos, você tem medo do ridículo.
Você acompanha os outros de esguelha, olha se a estão olhando, você tem medo do julgamento deles... e, finalmente, vocês se inibem uns aos outros. Definitivamente, todos ficam se sentindo muito mal. Todas essas resistências nós a conhecemos, mas pouco a pouco, insensivelmente, elas foram esmorecendo; esquecemos os outros, esquecemos de nós mesmas, ousamos nos “deixar levar” por nossas atitudes naturais, sentimos o corpo se descontrair, os gestos ficarem mais fluidos, mais autênticos.
Menos preocupados conosco, com nosso corpo, ficamos muito mais disponíveis às crianças, mais aptas para perceber suas necessidades, a respondê-las com naturalidade e autenticidade.”

“Desapareceu nossa agitação. No começo fazíamos muitas coisas, animávamos, propúnhamos sem parar, novas atividades às crianças, sem deixar-lhes o tempo de criarem, elas mesmas, suas próprias atividades, de exprimirem numa brincadeira inventada por elas, o que tinham para exprimir. Nelas projetávamos nossos próprios desejos, nosso desejo de “dar”, que nós não tínhamos nenhuma disponibilidade de as “receber”, de compreender e de analisar o desejo delas.”

“Na realidade tínhamos medo do vazio, dos tempos mortos, não tínhamos confiança nas crianças (ou então tínhamos medo de que elas nos escapassem, de que não nos necessitassem?). De qualquer modo, nós nos damos conta agora, era nossa própria ansiedade que cobríamos com essa agitação permanente.”


Trechos extraídos do livro: O adulto diante da criança de 0 a 3 anos de Andre Lapierre e Anne Lapierre


Cantigas de roda com Palavra Cantada

Produzido por: Paulo Tatit e Sandra Peres
Cantigas de Roda é um disco bem humorado, que revisita cantigas e parlendas infantis tradicionais, com um toque bastante contemporâneo e particular. Algumas canções contam com as participações mais que especiais de Monica Salmaso, Suzana Sales e Ná Ozzeti.(fonte -site:http://www.palavracantada.com.br/final/index.asp)




quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Limites, dificuldades e desafios para os pais

Fim de semana


Tenho ficado incomodada com a quantidade de babás passeando com bebês que encontro nos finais de semana em pracinhas, parques, na piscina do play. Ok, elas estão por toda parte, são super necessárias e importantíssimas para as crianças. Mas vamos com calma. Onde essas mães se meteram em feriados e finais de semana?Não dá para generalizar,  claro! Vejo ainda muitas mães passeando com seus filhotes e também indignadas com a quantidade de babás nesses espaços. Vamos fazer uma lógica, se essa mãe não pode ficar com o seu bebê no fim de semana, que dirá os outros dias?Disponibilizar tempo para ficar com o bebê é propiciar um melhor desenvolvimento  psicomotor e afetivo, eles precisam dessa relação e desse tempo destinado para não sucumbirem aos futuros transtornos de ansiedade.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O chão


Como é difícil para a mãe a transição do bebê do colo para o chão. Uma das maiores dificuldades ao trabalhar com a mãe é convencê-la a fazer essa passagem com tranquilidade. Observo muito que a ansiedade, o medo, as inseguranças e até mesmo a falta de informação atrapalham esse processo. A proposta é a seguinte então, a partir de 3 meses chão é liberado, lembrando que sempre com supervisão da mãe ou cuidador. No chão é importante forrar com um tapete ou  um edredon. Lotar o chão com objetos e brinquedos  não é bacana. É importante estimular sem excessos, o bebê brincando com uma bola pequena colorida no chão já é suficiente, quando ele dispersar um pouco e começar a reclamar é hora de trocar o brinquedo por outro. Uma coisa de cada vez, trocando sempre um brinquedo pelo outro para nunca deixar de estimular também a concentração. No chão ele pode rolar, a mãe pode fazer um pedalinho, massagear os pés, pernas e braços e o principal e fundamental: um pouquinho por dia, aumentando conforme o prazer do bebê. Em um dia coloca um pouquinho na parte da manhã, deixa uns 5 minutinhos de bruços, observa como ele sustenta o pescoço, se a posição é prazerosa ou não. Lembrando que para o bebê qualquer movimento pode ser bastante cansativo. Então observar um pouquinho por dia como o bebê fica no chão, como ele se comporta, cante pra ele, curta e brinque deixando-o livre no chão para se divertir. É com essa relação que o bebê  desenvolve bem e a mãe amadurece.



Por que apostar no que é simples?



Estimular bebês e crianças dentro do universo tecnológico e com tantos brinquedos ditos educativos, é um desafio, pois esquecemos o que é simples e fundamental. Materiais como massinha, papéis, bolas, bacias, bambolês e panos são fáceis de ter e a base para o desenvolvimento infantil. Escuto mães aflitas e inseguras perguntando como estimular melhor seus bebês. Estamos falando das mesmas mães que foram educadas brincando no quintal, na terra, mexendo com argila, subindo no vão das portas, jogando amarelinha e riscando o chão com tijolo, criando brincadeiras e suando de tanto brincar. É claro que com suas exceções algumas crianças não tiveram muita sorte, mas suas mães tinham certeza que estavam educando bem, não existia tanta insegurança como hoje observamos. Eu tive a sorte de brincar bastante em bons espaços, tive a sorte de ouvir músicas cantaroladas pela minha avó, assistir bons programas na TV cultura, única emissora permitida lá em casa. Lembro da minha mãe cansada depois de uma semana de trabalho e deitada na cama com um estojo de maquiagem ao lado. Mais do que prontamente eu a enfeitava enquanto ela tirava seus cochilos. Os meus dedinhos estavam trabalhando na pintura de seu rosto, a concentração, a segurança, o ritmo de um brincar tão simples, mas tão fundamental. Visitei uma amiga há pouco tempo e sem querer flagrei uma de suas filhas fazendo uma coisa mágica, ela comia um pedaço de melancia cheio de sementes. Então, ela no alto de seus dois aninhos retirava observando atentamente cada semente que atrapalhava seu caminho rumo a um pedaço da fruta. Analisando profissionalmente ali já estamos trabalhando dois pontos importantes, a concentração e a psicomotricidade fina. Olha que coisa mais simples!Esses dias também em uma reportagem de revista infantil li da importância dos pais acamparem com seus filhos na sala pelo menos 1 vez antes de viajar para a Disney. Já é tempo da filosofia do simples vigorar, do essencial permanecer. Vamos ficar mais atentos e gastar menos dinheiro com bobagens e promessas de um desenvolvimento psicomotor cheio de jogos lógicos e brincadeiras sem pé nem cabeça. Boas vindas ao que é simples!